Na decisão desta sexta-feira (13) o juiz Marcelo Carneval afirmou que a prisão se faz necessária diante da gravidade do caso e do grau de perversidade do executor.
A Justiça decretou prisão preventiva, nesta sexta-feira (13), para o homem suspeito de matar a ex-companheira e uma bebê, em Cascavel, no oeste do Paraná. A mulher, de 25 anos, e o filho dela, de nove meses, foram encontrados mortos dentro de uma kitnet na quarta-feira (11).
A justificativa do Ministério Público do Paraná (MPPR) para pedir que a prisão fosse convertida de flagrante para preventiva - por tempo indeterminado, foi em razão de se tratar da única forma de garantir a ordem pública, por duas razões:
Pela gravidade dos crimes cometidos;
Pelo risco concreto do homem suspeito de voltar a cometer outros crimes, pois ele já foi condenado anteriormente por tráfico de drogas.
O suspeito, também de 25 anos, foi encontrado dentro da casa da mãe dele na quarta-feira (11), em Cascavel. A Delegacia de Homicídios e o Instituto Médico-Legal (IML) informou que a jovem foi morta com golpes de arma branca, possivelmente faca. A causa da morte do bebê não foi divulgada.
Em depoimento a polícia na quinta-feira (12), ele permaneceu em silêncio. Segundo a delegada que investiga o caso, uma carta foi encontrada na kitnet, em que ele relata a motivação dos crimes. O homem foi companheiro da vítima há cerca de um ano, mas não era o pai da bebê.
A defesa dele queria a liberdade provisória, alegando que os suspeito não representa perigo para a sociedade, e que ele poderia ser monitorado por tornozeleira eletrônica.
Na decisão, o juiz Marcelo Carneval disse que "não restam dúvidas de que a prisão se faz necessária para a manutenção da ordem pública, diante da gravidade do fato narrado. Aliás, a gravidade salta aos olhos. O modo de execução e a natureza dos meios empregados revelam o extraordinário grau de periculosidade e de perversidade do agente executor. Além disso, não bastasse a brutalidade, ressalto, ainda, a vulnerabilidade de uma das vítimas. Permitir que ele responda ao processo em liberdade é dar carta branca para que continue praticando crimes semelhantes".
O advogado Ismael Kali afirmou, por meio de nota, que vai esperar o "laudo do exame cadavérico ficar pronto e a partir do laudo ele vai definir como vai proceder".
Lembrando que este é o segundo advogado do suspeito. O primeiro abandonou o caso na manhã de quinta-feira.
Os corpos foram enterrados em Juvinópolis, distrito de Cascavel.
Postado por: Adelino
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